Já está preso Raphael Gonçalves dos
Santos, 23 anos, acusado de tocar fogo em sua ex-companheira, I.C.C.S,
de 17 anos, grávida de sete meses, e uma prima dela, uma adolescente de
12 anos. Raphael, que foi detido na rodoviária de Dom Eliseu, tentava
fugir em um ônibus com destino a Belém onde moram seus pais.
Uma equipe de policiais civis foi a Dom
Eliseu e, de lá, o levou à presença do delegado Rayrton Carneiro. No
depoimento, Raphael disse que, no último domingo, por volta de 19h, foi a
igreja “Deus é Vida” localizada na Rua Bahia no centro de Rondon do
Pará. Em seguida, contou que foi a lanchonete onde a ex-mulher
trabalhava, na tentativa de conversar e tentar reatar o relacionamento.
Não conseguindo o que queria, pois houve
um desentendimento durante a conversa, Raphael contou que foi a uma
boate e lá “encheu a cara” de bebida alcoólica, até 4h de segunda-feira.
Quando saiu da boate, foi a um posto, comprou um litro de gasolina e
seguiu para a casa da avó de I.C.C.S. Lá, ele pulou o portão da casa,
arrombou a porta da cozinha e, ao encontrar a vítima jogou a gasolina
sobre a cama e acendeu o isqueiro.
O acusado disse ainda que teve
queimaduras no próprio braço antes de fugir do local, sem saber o que
teria acontecido à ex-mulher.
Raphael fugiu a pé através da BR-222,
embarcou em uma van e desembarcou em Dom Eliseu, onde procurou
atendimento médico no Hospital Municipal. Após ser atendido, andou pelas
ruas da cidade até que pudesse embarcar para Belém, já que sabia que a
polícia iria procurá-lo. Contudo, no momento que ia embarcar em um
ônibus foi preso pela Polícia Militar. (Diário do Pará)
Este é mais um caso que vem a público, para revelar que em todos os estados e municípios os casos e as situações se assemelham.
Inflizmente, em que pese o arcabouço de normas de defesa das mulheres ainda temos muitas falhas tanto no atendimento policial como na Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário o que denota a falta de atenção dos gestores no atendimento á mulher e no cumprimento das Lei.
Os casos veiculados pela mídia vêm apenas reforçar o desrespeito com a mulher em todos os setores da vida social, quer seja no espaço público, como no
espaço privado. Na Comarca de Bélém, podemos contar com apenas duas varas especializadas e duas juízas que se desdobarm para apreciar e julgar mais de 10 mil processos. O que é mais lamentável é que esses juízes, pelo acúmulo de serviço, estão dando prioridade ao processo criminal deixando no esquecimento a competência híbrida para a preciação e julgamento das ações cíveis.
Inflizmente, em que pese o arcabouço de normas de defesa das mulheres ainda temos muitas falhas tanto no atendimento policial como na Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário o que denota a falta de atenção dos gestores no atendimento á mulher e no cumprimento das Lei.
Os casos veiculados pela mídia vêm apenas reforçar o desrespeito com a mulher em todos os setores da vida social, quer seja no espaço público, como no
espaço privado. Na Comarca de Bélém, podemos contar com apenas duas varas especializadas e duas juízas que se desdobarm para apreciar e julgar mais de 10 mil processos. O que é mais lamentável é que esses juízes, pelo acúmulo de serviço, estão dando prioridade ao processo criminal deixando no esquecimento a competência híbrida para a preciação e julgamento das ações cíveis.
O Núcleo da Defensoria Pública do Estado do Pará está sendo compelido a ajuizar as ações cíveis nas varas comuns como família e cível. Agindo assim, lamentavelmente, a mulher terá que abandonar a Vara que foi criada para ser mista e acabar com a via crusis que a vítima percorria e dificultava o acompanhamento do seu processo.
Infelizmente, no nosso País o Poder Público só se manifesta e age diante da ocorrência das tragédias (pós fato).
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