quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Homem que tentou matar ex queimada está preso

 
Já está preso Raphael Gonçalves dos Santos, 23 anos, acusado de tocar fogo em sua ex-companheira, I.C.C.S, de 17 anos, grávida de sete meses, e uma prima dela, uma adolescente de 12 anos. Raphael, que foi detido na rodoviária de Dom Eliseu, tentava fugir em um ônibus com destino a Belém onde moram seus pais.
Uma equipe de policiais civis foi a Dom Eliseu e, de lá, o levou à presença do delegado Rayrton Carneiro. No depoimento, Raphael disse que, no último domingo, por volta de 19h, foi a igreja “Deus é Vida” localizada na Rua Bahia no centro de Rondon do Pará. Em seguida, contou que foi a lanchonete onde a ex-mulher trabalhava, na tentativa de conversar e tentar reatar o relacionamento.
Não conseguindo o que queria, pois houve um desentendimento durante a conversa, Raphael contou que foi a uma boate e lá “encheu a cara” de bebida alcoólica, até 4h de segunda-feira. Quando saiu da boate, foi a um posto, comprou um litro de gasolina e seguiu para a casa da avó de I.C.C.S. Lá, ele pulou o portão da casa, arrombou a porta da cozinha e, ao encontrar a vítima jogou a gasolina sobre a cama e acendeu o isqueiro.
O acusado disse ainda que teve queimaduras no próprio braço antes de fugir do local, sem saber o que teria acontecido à ex-mulher.
Raphael fugiu a pé através da BR-222, embarcou em uma van e desembarcou em Dom Eliseu, onde procurou atendimento médico no Hospital Municipal. Após ser atendido, andou pelas ruas da cidade até que pudesse embarcar para Belém, já que sabia que a polícia iria procurá-lo. Contudo, no momento que ia embarcar em um ônibus foi preso pela Polícia Militar. (Diário do Pará)
 Este é mais um caso que vem a público, para revelar que  em todos os estados e municípios os casos e as situações  se assemelham.
Inflizmente, em que pese o arcabouço de normas de defesa das mulheres ainda temos muitas falhas tanto no atendimento policial como na Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário o que denota a falta de atenção dos gestores no atendimento á mulher e no cumprimento das Lei.
Os casos veiculados pela mídia vêm apenas reforçar o desrespeito com a mulher em todos os setores da vida social, quer seja no espaço público, como no
espaço privado. Na Comarca de Bélém, podemos contar com apenas duas varas especializadas e duas juízas que se desdobarm para apreciar e julgar mais de 10 mil processos. O que é mais lamentável é que esses juízes, pelo acúmulo de serviço, estão dando prioridade  ao processo criminal  deixando no esquecimento a competência híbrida para a preciação e julgamento das ações cíveis.
O Núcleo da Defensoria Pública do Estado do Pará está sendo compelido a ajuizar as ações cíveis nas varas comuns como família e cível. Agindo assim, lamentavelmente, a mulher terá que abandonar a Vara que foi criada para ser mista e acabar com a via crusis que a vítima percorria e dificultava o acompanhamento do seu processo.

Infelizmente, no nosso País o Poder Público só se manifesta e age diante da ocorrência das tragédias (pós fato).  

Nenhum comentário:

Postar um comentário