- A DEFENSORIA PÚBLICA DA MULHER – NAEM- DO ESTADO DO PARÁ PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PELA PASSAGEM DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
Nesta quarta feira (02.03.2011), dando
continuidade à programação do dia internacional da mulher com o tema “MULHER EMPODERADA CONTRA A
FEMINIZAÇÃO DA AIDS a
Defensoria Pública,
representada
pela coordenadora do NAEM – ARLETH ROSE
DA COSTA GUIMARÃES esteve presente e tomou assento na mesa e falou sobre a
missão da Defensoria Pública na defesa dos direitos humanos das mulheres
vítimas de violência de gênero e deu um enfoque sobre o dia internacional da
mulher e as perspectivas futuras para a construção da igualdade de gênero.
A Defensora ressaltou que na década de 80 com o aparecimento dos primeiros casos conhecidos de infestação da AIDS a mídia selecionou um grupo de pessoas vulneráveis à doença a exemplo dos homossexuais, prostitutas, drogados e aqueles que compartilhavam seringas e os considerou "grupo de risco" deixando de fora desse grupo as mulheres casadas
ou com relacionamentos heterossexuais estáveis, com essa atitude consolidou a falsa idéia de que estas estavam às salvas da infecção,
entretanto, esqueceram os cientistas estudiosos e publicitários que a
infestação dessas mulheres pelo vírus da AIDS viria relacionada à condição de submissão da
mulher aos desejos do homem. É fato que nenhum homem prefere ou gosta de usar
preservativo. Desse modo, fica difícil para a mulher negociar com seu parceiro.
Assim, mais uma vez entra a questão de gênero, onde a vulnerabilidade da mulher
a leva à sujeição na relação conjugal e via de consequencia, à infecção pelo HIV.
À guisa de informação, na década de 80 a proporção
era de 26,5 homens para cada mulher com AIDS. Atualmente, a proporção é de 01 mulher para cada 02 homens.
Segundo dados da ONG Gestos, no Brasil,
estima-se que mais de 592 mil pessoas estão infectadas pelo vírus HIV,
sendo 34,9% delas do sexo feminino. Mesmo que a proporção ainda seja
menor quando comparados com os homens, os dados divulgados no último
relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que a relação de
mulheres infectadas com o vírus para cada homem passou de 6, em 1989,
para 1,6, no ano passado. No mundo todo, cerca de 50% das pessoas
infectadas com o vírus HIV são mulheres. As estatísticas, ainda, apontam
que 225 jovens entre 15 e 24 anos são infectadas a cada hora e que
97,5% das mulheres brasileiras que vivem com HIV já sofreram algum tipo
de violência sexual.
Temos o dever de informar que hoje existe um grande número de crianças com AIDS e que os
bebês já nascem infectados. Diante do quadro epidemiológico da AIDS não dá para
tapar os olhos. É nosso dever discutir o tema e criar mecanismos de prevenção,
sob pena de sermos coniventes com a propagação da enfermidade.
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