sábado, 20 de novembro de 2010

Júri popular para pais que impediram transfusão de sangue à filha menor.



Os Desembargadores da 9ª Câmara Criminal do TJ de São Paulo decidiram por maioria de votos ontem (18) que os pais da menina que morreu por não ter recebido transfusão de sangue devem ir a júri popular. Juliana Bonfim da Silva, de 13 anos, morreu em 22 de julho de 1993. A mãe dela é testemunha de Jeová e o procedimento vai contra os preceitos dessa crença.
Para três dos cinco Desembargadores que julgaram o caso, os pais e um médico amigo da família, que também é testemunha de Jeová, mas não cuidou da garota, assumiram o risco do resultado ao impedir a ação dos médicos do hospital na Baixada Santista, onde a criança estava. Já a defesa, no entanto, sustentou que era dever dos médicos, independente da vontade da paciente e dos seus pais salvar a sua vida.
Jogaram aos leões os pais que são leigos nas questões médicas, disse o advogado Alberto Zacharias Toron, Defensor de Hélio Vitória dos Santos e Idelmir Bonfim de Souza, responsáveis pela garota. Ele afirmou que irá recorrer ao STJ e, caso necessário, ao STF.
Durante mais de uma hora e meia, advogados e desembargadores discursaram sobre de quem seria a culpa. Se dos pais ou da equipe médica do hospital que cuidou da paciente. Segundo o desembargador Francisco Bruno, que votou a favor do júri popular, este é um dos casos mais difíceis que ele julgou. Torço pelos réus. Agora, dizer que não devem ir ao júri eu não posso, completou. (Com informações do TJ-SP e do G1)

Este é mais um caso corrente no mundo, por conta da interpretação distorcida e errônea da palavra de um homem justo e misericordioso que jamais autorizaria um pai a negar socorro a um filho em nome dele.
é impressionante como o ser humano comete todo tipo de ato em nome de seu deus. Talvez na sua concepção ache que o Deus verdaeiro não usa as pessoas para fazer a sua obra ou que ele não está presente nos médicos para salvar seus filhos. Por favor debata e reflita sobre essa atitude radical do ser humano. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário