O
Seminário foi aberto na manhã do dia 29/09, pela presidenta do TJPA,
desembargadora Raimunda Gomes Noronha que ressaltou que o evento faz parte das
atividades das Instituições envolvidas pelo Pacto pela Justiça, “que vem
unindo, em diversas ações, os três Poderes do Estado e demais instituições que
compõe o Sistema de Justiça”. A desembargadora também ressaltou que a Lei Maria
da Penha “veio combater um problema que é milenar na história da humanidade”, falou
dos dados estatísticos e do histórico sobre a participação da mulher e das
medidas adotadas para erradicar todas as formas de violência contra a mulher,
sendo a Lei 11.340/2006 a mais recente. Informou que o Poder Judiciário
Paraense está entre os que primeiro adotou as providências necessárias à
efetiva implantação das medidas protetivas à mulher, com a instalação de Varas
Especializadas que, hoje, totalizam três na capital e três em Comarcas do
Interior”, sendo uma em Altamira, uma em Santarém e outra em Marabá. Na
ocasião, a presidente parabenizou a organização do evento e também o Governo do
Estado pelo lançamento do PROPAZ Mulher.
Nesta sexta-feira (30.09.2011) o evento foi
encerrado com uma mesa redonda com o debate “DESAFIOS E PERSPETIVAS na
aplicabilidade da lei Maria da Penha. A mesa foi coordenada pela titular da
Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Alessandra Jorge, com a
participação da Promotora de Justiça Lucinery Ferreira; da Defensora Pública e coordenadora do Núcleo de Atendimento Especializado
da Mulher (NAEM) Arleth Rose da Costa Guimarães; da Dra. Vilma Araújo representando o Núcleo Especializado ao Atendimento ao Homem em Violência Doméstica e
Familiar – NEAH, da Psicóloga do NAEM Mislene Silva; da coordenadora
Estadual de Promoção dos Direitos da Mulher, Rosana Moraes; da analista
judiciária integrante da equipe multidisciplinar de apoio às Varas de Violência
Doméstica e Familiar de Belém, Riane Ferreira; e da coordenadora do grupo de Mulheres
que Amam Demais Anônimas MADA, Graça Amorim.
- A coordenadora do NAEM ressaltou a importância da Defensoria Pública e a efetiva participação na implementação da Lei Maria da Penha desde a sua vigência com a criação e estruturação imediata do Núcleo Especializado e que em 5 anos de vigência da Lei já contabilizou mais de 6.000 mil mulheres atendidas. 126 palestras com 1.033 participantes (homens e mulheres).
A
Defensora ressaltou que apesar da Lei Maria da Penha, ter sido reconhecida pelo
Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher como a terceira melhor
lei do mundo, e cuja popularidade chegou a 80% de aprovação, segundo pesquisa
da Fundação Perseu Abramo. Que apesar da popularidade os avanços ainda são tímidos
e o machismo continua a ceifar a vida das mulheres todos os dias e a violência
se propala e avança silenciosamente.
Que no universo de 5.565 municípios brasileiros só 559
possuem centro de Referência de Mulher; 388 DEAMS; 70 JUIZADOS, 71 Casas Abrigo.
Como se vê, ainda precisamos avançar e com maior celeridade, para se preservar
o futuro da humanidade.
A
Psicóloga do NAEM Mislene da Silva Lima explanou detalhadamente acerca das
atividades psicossociopedagógica desenvolvidas pela Equipe multidisciplinar.
Ressaltou a importância do fortalecimento da rede de serviços e do conceito de
acolhida da mulher vitimizada.
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