Publicada no
Diário Oficial da União, o uso da ficha de notificação obedece a uma
determinação da portaria nº 104, na qual os profissionais de saúde e de
estabelecimentos públicos de ensino são obrigados a notificar as
secretarias municipais ou estaduais de saúde sobre qualquer caso de
violência doméstica ou sexual que identificarem.
O evento
ocorreu no Auditório “Davi Mufarrej” da Universidade da Amazônia – UNAMA
e estiveram presentes os professores e as turmas de alunos do serviço
social, pedagogia e direito da Instituição.
A convite da coordenação do evento, a Defensora Pública e Coordenadora do NAEM, Arleth Rose Guimarães falou com os ouvintes,
lembrando que o direito é sempre dinâmico e que o mesmo fenômeno ocorre
com os direitos humanos e que o seu rol está em constante modificação,
seja por condições históricas, por atrocidades a exemplo das grandes
guerras mundiais, por interesses e conflitos de classes no poder ou pela
própria necessidade da satisfação e de afirmação de direitos.
Lembrou as grandes lutas e vitórias como a derrubada da aristocracia e do despotismo. A
conquista da Burguesia na França e nos Estados Unidos e que aos poucos
os outros Estados foram consagrando tais princípios em suas
Constituições.
Lembrou
ainda que todo esse arcabouço jurídico por si só, não resolve o problema
da violência contra a mulher. A demanda cresce assustadoramente. a cada
15 segundos uma mulher é agredida em todo o mundo e o que nós estamos
fazendo para evitar essa epidemia.
Ressaltou
que as estatísticas são fornecidas pelas Delegacias de Polícias e DEAMs,
mas são informações acerca das mulheres que denunciam. Os casos que
chegam à rede pública e particular de saúde, a maioria deles não chega
ao conhecimento das autoridades porque não são registrados como
violência e a mulher por sua vez, prefere cuidar das feridas e não
denuncia a agressão por medo. Aí entram os serviços de saúde na
prestação de serviços de atenção plena à mulher em situação de
violência, incluindo como tarefa diária a ficha de notificação
compulsória.
A
Coordenadora do NAEM alertou que "as pesquisas mostram que a violência
covarde e silenciosa nos limites das relações familiares são
potencializadoras da violência social. que as crianças maltratadas vão
repetir os mesmos atos com seus filhos ou com outras pessoas quando se
tornarem adultas. Por isso, é preciso denunciar por meio da notificação
para desnaturalizar esse tipo de violência que está matando nossas
mulheres , e nossas crianças e comprometendo o futuro a continuidade da família, de seu povo e da espécie humana.
Fonte: NAEM
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