domingo, 14 de novembro de 2010

Especialistas avaliam a educação no Brasil

José Ricardo, diretor do Departamento de Competitividade e tecnologia da Fiesp; Mozart Neves, presidente do movimento Todos pela Educação; e Gustavo Ioschpe, colunista da Veja, fazem uma avaliação da educação no Brasil, apontando causa, efeito e os gargalos que emperram o desenvolvimento efetivo da educação no Brasil.

Esta semana, o Brasil está comemorando o fato de que está gastando com a educação, o mesmo percentual dos Países desenvolvidos, porém, a realidade do ensino no Brasil não corresponde aos gastos. O que está acontecendo? Se a disponibilidade do PIB para a educação em 2010 foi de  5% (cinco por cento).
O debate foi focado na questão de se entender a relação entre o bom salário atraente e o desempenho do Professor. Na empiria consultada na literatura por Gustavo Ioschpe, colunista da Veja, não há relação de causa e efeito direto. Carreira atraente não vai trazer os melhores profissionais para a área. A remuneração é importante, mas na opinião dos especialistas falta qualidade de gestão pública, gastar com eficiência, acabar com o desperdício e com a ingerência da política partidária na getão escolar.
Os entrevistados concordam que em educação a partir de certo patamar, o problema não é o financeiro mas a qualidade de gestão dos recursos, porquanto há muito dinheiro mas em contrapartida há muitos interesses envolvidos.
Falta treinamento, acompanhamento, monitoramento e formação de gestores, pois professores formados em  pedagogia não são gestores. Tem que acabar com as indicações políticas, exigir dos candidatos a gestores teste + eleição.


A sociedade vê a escola através da vitrine, ela desconhece o grande problema da educação. E isso é péssimo pois se entende que só se muda com a pressão social.
Não há profundidade dos discursos políticos acerca da educação e isso é grave porque devemos formar os jovens para ser tornarem um País protagonista na escala mundial.
A maioria dos Estados não está conseguindo alcançar as metas (são metas frágeis) as metas mais difíceis não conseguem executar aí há a estagnação.
A sociedade tem que se apropriar disso, exigir melhoria pressionar. Tem que reconhecer e valorizar a figura dos professores. Se criou uma percepção pública de que o professor é um coitado  que a são vítimas.
A sociedade não entende o professor como um servidor público a seu serviço e que deve exigir qualidade no ensino.
Temos que coibir o desperdício, o gasto per capita no ensino fundamental é de 2.900 (dois mil e novecentos Reais) e no ensino superior 15.500 (quinze mil e quinhentos) por aluno. Foram gastos 30 milhões com e Enem em 2009, por conta da ineficiência em sua execução. Em 2010 está se repetindo o mesmo erro.A sociedade tem que saber que o sistema é pago.
Como se muda isso? Com gente capacitada, gestão eficiente e comprometida. Finlândia Singapura Coréia estão à frente, o Brasil tem que copiar.
Primeiro tem que haver salário atraente, segundo, carreira tem que ser promissora, terceiro, formação oficial sólida. As Universadades estão criando um professor para uma escola pública que elas não conhecem, quarto, tem que ser um trabalho estruturado. Temos que ver onde é a deficiência e corregir. A sociedade tem que se apropriar disso e ajudar a alcançar a meta.
A meritocracia também é fundamental.Pemiar melhores resultados e punir os que não alcançar metas, professores que não usam de forma eficiente a sala de aula, que não permanecem na sala de aula. (faltam, atrasam...)
Hoje no Brasil a criança sai com 8 anos de idade sem saber ler e nem escrever, sai analfabeto, está na hora de fechar as portas para o analfabetismo.
Se o jovem não está aprendendo de quem é a responsabilidade?
Anafabetismo em pleno XXI, é uma vergonha!
A idéia de que hoje se pode dizer que estamos gastando igual aos países desenvolvidos não significa nada. Os governantes não estão preocupandos com a educação e talvez esse problema não seja resolvido por mais 20 anos. Mas, se a sociedade reagir, se mobilizar ainda há uma esperança de mudança nesse cenário.
De verdade: "Todos pela educação".

Veja mais: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN.



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